terça-feira, maio 31, 2005

Existencialmacósmica

Não é que eu queira desprezar minha sorte
Mas me arrisco procurando respostas
As razões pra eu insistir no mundo
Minha curiosidade é mais forte
Do que eu ficar aqui parado sem sofrer evolução, não, não...
Eu prefiro dar minha cara a tapa
Eu até mergulho na privada
Se eu tiver certeza
Que há um outro lado

Prefiro passar mal a não sentir nada

Essa tal de existência
Crise existencial, uma cósmica sintônica cafônica onde o homem goza
De uma vida sossegada
Garantindo-se até na morte
Comprando um lote no céu

Mundo criado pra nos conformar.

segunda-feira, maio 30, 2005

Eros Philos e Ágape

Indecisão na vida
Indecisão no amor
Seja como for
Eu quero ser feliz
Mas não consigo me definir
Me decidir
Vou pra onde vou
Porque sou como sou
E não provei todas as formas de amor

Eros philos e ágape
Há muitas formas de amar

Você...





EROS - Sentimento entre duas pessoas
Philos - Amor da amizade
Ágape - O amor que devora

Estrelas de nanquim

Estava pensando em encher o teto do meu quarto, com aquelas estrelas fluorescentes que se vende no R$ 1,99, mas ta caro, porque R$ 1,99 é quanto custa uma cerveja, e entre a estrela e a cerveja, eu prefiro ficar legal: estrela e cerveja é tudo alto astral
Eu até queria ter uma namorada, mas namorada ta caro, namorada pede carro, namorada nunca está satisfeita com a situação, e só o que eu posso oferecer é toda a minha atenção, com muita sorte talvez eu pague o seu vale-transporte baby – vamos de busão, pra minha casa tomar um gole de cerveja que eu comprei com o dinheiro das estrelas fluorescentes que já não servem mais pra mim.
E quando você deitar na minha cama, e olhar para o teto, verá uma nova constelação, que eu pintei com um pouco de nanquim.

terça-feira, maio 24, 2005

On the Limbo

Desde que eu me iniciei na leitura da literatura beat, por meio de uma pessoa muito especial, o meu modo de percepção das coisas mudou um pouco, visto que se trata de duas figuras que influenciaram um mundo todo: Jack Kerouac (Sal Paradise) e Neal Cassady (Dean Moriarty), os inseparáveis e insanos percorredores de caminhos desconhecidos.
É inevitável após a leitura de On The Road (Kerouac, 1957), uma certa vontade de cair na vida, fugir mesmo, assim como foi para Bob Dylan, após ler o livro.
Mas, o que é desconhecido hoje em dia? Aonde encontrar aquela velha inocência das drogas, do jazz, das garotas e do mundo lá fora, descrita nas páginas do livro? Onde está o romantismo de se aventurar, se o “universo” hoje é tão pequeno que cabe no bolso?
Bom, acabei de pensar em uma resposta para essas perguntas. Ainda existem lugares desconhecidos – pelo menos para os vivos. Talvez possamos conhecer a morte, universo paralelo, céu, inferno, ou melhor: pegue uma mochila e, pé no limbo!

Limbo - Está entre o céu e o inferno, onde os sonhos podem ser vistos à distância. s.m. 1 na religião cristã, morada das almas que, não tendo cometido pecado mortal, estão afastadas da presença de Deus, por não haverem sido remidas do pecado original pelo batismo (como, p.ex., as almas ditas justas que viveram antes do advento do cristianismo) 2 Fig. Estado de indecisão, incerteza, indefinição (um projeto ainda no 1.) 3 infrm. Depósito de coisas inúteis 4 p.ext ausência de memória; olvido, esquecimento < é um crime deixar um obra de tanta importância no 1.> 5 bordo, extremidade 5.1 ASTR bordo exterior ou contorno do disco de um astro 5.2 F`S. bordo de um instrumento de medida circular ou semicircular 6 MORF.BOT expansão laminar da folha: lamina foliar 7 ETIM. LAT. Limbum orla, debrum, galão, barra (de vestido); o Zodíaco´.

segunda-feira, maio 23, 2005

um nada, um tudo e uma outra coisa

Desde que eu corri pra bem longe de mim, e atravessei o rio que me corta em dois.
Eu descobri, que eu sei fingir, segundos depois.
Dê-me um pouco de qualquer coisa.
Nem que sejam partículas da sua inocência – perdida em mim.

Amores e desamores

Um turbilhão de imagens, sensações, confusões, e, lembranças.
Tristeza não tem fim, felicidade sim. Há algum tempo me indaguei se esta canção dizia alguma verdade. Ainda não sei ao certo, mas com certeza posso afirmar que; tudo o que envolve esses dois sentimentos deixa marcas profundas no coração.
Uma coisa que eu aprendi: viva e sinta sua tristeza assim como foi com sua felicidade, isso fortifica e amadurece o ser, além de te ensinar a cometer “novos” erros, e acertos, quem sabe.
E pra finalizar queria citar os sábios do Bidê ou Balde, que dizem: “Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor”. Então aqui vai um roque, intitulado: “Amores e desamores”.

Não foram só as diferenças que acabaram com nosso amor. O mundo não conspirou a nosso favor — o que fazer?
Não tenho medo, de novamente tentar. Não ter mais segredos com uma mulher, quem realmente eu queira dividir minhas coisas.
Não é só de lembranças que se vive à vida o homem. Enquanto rola em sua cama, vazia esperando o telefone – tocar e de repente -, é ela quem você tanto queria, do outro lado da linha. Então você percebe, que por mais que seja dura, a vida é só uma, a não ser que sejam duas.

Tristeza tem fim, felicidade também. O que não acaba é a esperança.

domingo, maio 22, 2005

Vida de músico

“Desde pequeno já batia nas panelas incomodando toda a vizinhança”. Com certeza essa frase costuma sair da boca materna de músicos inveterados. É fato: quem quer ser músico eternamente continuará querendo ser músico, e se não conseguir, irá carregar ao menos uma ponta de frustração. Mas no Brasil isso não é tão simples assim, por exemplo: na Europa é comum que desde a iniciação escolar, a música seja matéria garantida nas escolas; aqui, na atual situação, o jovem aprendiz se não tiver uma situação financeira privilegiada, obriga-se a tocar panelas mesmo, ou nem descobrir sua vocação ou seu talento, e, caso consiga, ele não será reconhecido. Isso se deve a vários fatores: bons compositores existem aos milhares espalhados pelos quatro cantos do País, mas a indústria fonográfica é cruel e apelativa, manipulando os ouvidos do “povão” e criando padrões sonoros cada vez mais plastificados e digeríveis para a população desavisada. E músico que ama sua música não quer se ver obrigado a cantar o bunda lê lê todo domingo no Gugu, mas sim mostrar sua arte, sensibilidade, revolta, o que quer que seja, quer ser sincero.
Muitos dizem que ainda há uma luz no fim do túnel, o mercado paralelo cresce a olhos vistos, bandas independentes, artistas verdadeiros unindo-se para derrubar a barreira imposta pelas major, internet, home studios, em resumo, o do it yourself hoje vale mais do que nunca: tem que se coçar, mas como o bom músico é fudido mesmo, o jeito é virar balconista de padoca!