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| A cada três passos que dou encontro um buraco A cada três noites que durmo acordo cansado A cada três cigarros que fumo, fumo um quarto. Não sei bem o que esperar das próximas horas, acho que por isso não espero nada, mesmo porque quando esperei, ali fiquei, parado. A cada três frases que escrevo, escrevo algo errado. Meus dias de glória nem chegaram e já acabaram, e nem me avisaram. A cada três goles que bebo, bebo a garrafa. A cada três tiros disparados, três me acertaram, e nem machucaram. Vivo anestesiado. E nas próximas três frases, enquanto você lê, eu passo para o lado de baixo, arrastado, tentando encontrar o maldito abridor automático. Por isso eu sempre sou o terceiro, e último. |
