quinta-feira, outubro 04, 2007

Para um amigo

Tão magro quanto minhas cartilagens usadas
Tão ácido, mais que o meu refluxo
Tão na cara quanto um tapa
Tão mais caçula quanto um do meio.

Não de presentes do coração
Tu doa o próprio coração
O responsável pelos teus batimentos
E pelos teus abatimentos.

Tão duro quanto uma ostra
Tão valioso quanto um açúcar
É tão bonito ser feio
Como aquilo que é
Feito o que se é perfeito
Aquele que não tem pecado, receio ou medo.

30 horas

Amanhece;
Amacia minha embriagada dúvida.
Portas se abrem, portas se chutam.
Meu mal falado caminho até aqui só faz-me rir,
Me emocionar, me exaltar e...
Me jogar num imenso buraco de bosta...
Lunar...