terça-feira, agosto 16, 2005

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A cada três passos que dou encontro um buraco
A cada três noites que durmo acordo cansado
A cada três cigarros que fumo, fumo um quarto.
Não sei bem o que esperar das próximas horas, acho que por isso não espero nada, mesmo porque quando esperei, ali fiquei, parado.
A cada três frases que escrevo, escrevo algo errado.
Meus dias de glória nem chegaram e já acabaram, e nem me avisaram.
A cada três goles que bebo, bebo a garrafa.
A cada três tiros disparados, três me acertaram, e nem machucaram.
Vivo anestesiado.
E nas próximas três frases, enquanto você lê, eu passo para o lado de baixo, arrastado, tentando encontrar o maldito abridor automático.
Por isso eu sempre sou o terceiro, e último.



7 Comments:

Anonymous Anônimo said...

oi passarinho! Adorei... saudades suas... tudo de bom... beijinhos azuis...

9:43 PM  
Anonymous Anônimo said...

"Se vc for o ultimo e as coisas começarem d traz pra frente, começaram por vc, então o começo é vc quem faz, as decisões é vc quem toma e história é vc quem escreve, na real td depende soh d vc, msm sendo o terceiro..."
Q idiota q ficou isso...
Bjs, te adoro = /

10:16 AM  
Blogger Unknown said...

hmmmmmm,descobri!

12:34 PM  
Blogger Unknown said...

não pooooosso. sabe, é segredo ;]

3:54 AM  
Blogger Unknown said...

explicado o queeeeeeee????

9:25 AM  
Anonymous Anônimo said...

Depois de um dia em que se divertiram juntos,ela disse tudo. O que acontece, o que aconteceu todas as vezes, o que aconteceria e o que acontecerá. Ela iria levantar da mesa como nas outras dezessete vezes, daria um beijo e iria embora sem olhar para trás. Depois disso ele iria despreza-la e ela se apaixonaria.
Ela diz: - que tudo se foda. E se fode toda. Sem maiores explicações. Mais dessa vez ela falou. E a verdade não fez sentido. Desamparada ela entrega tudo, para que ele faça disso uma coisa alegre.
Ela lembrou de como se sentiu bem olhando para aquela árvore. O céu ainda estava alaranjado. Queria ter olhado um pouco mais. Fumando seu cigarro sozinha sentia-se bem. Não era um domingo qualquer. Ela estava tão longe de todos apesar de estar perto. Fumava seu cigarro e olhava para aqueles fios vermelhos amarrados na cadeira que balançavam com o vento. Ela estava bem ali, sozinha. Ele voltou. Parecia que tinha demorado muito. Mas ela não se importava. Queria contar tudo que tinha visto para ele, por mais que não conseguisse se expressar.Talvez ele não a entendesse. Ou fingisse que entendesse como os outros dezesseis.
E ela voltava para casa, no celular as quinze ligações. No carro tocava Tim Maia e lembrou que as pessoas que estavam no carro já haviam sacaneado com ela e como também tinha feito o mesmo.Encostou-se no ombro dele. As vezes ele a olhava. Ela não consegue entender seu olhar. As vezes sério demais.

12:03 PM  
Anonymous Anônimo said...

e plaft

2:01 PM  

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