Vida de músico
“Desde pequeno já batia nas panelas incomodando toda a vizinhança”. Com certeza essa frase costuma sair da boca materna de músicos inveterados. É fato: quem quer ser músico eternamente continuará querendo ser músico, e se não conseguir, irá carregar ao menos uma ponta de frustração. Mas no Brasil isso não é tão simples assim, por exemplo: na Europa é comum que desde a iniciação escolar, a música seja matéria garantida nas escolas; aqui, na atual situação, o jovem aprendiz se não tiver uma situação financeira privilegiada, obriga-se a tocar panelas mesmo, ou nem descobrir sua vocação ou seu talento, e, caso consiga, ele não será reconhecido. Isso se deve a vários fatores: bons compositores existem aos milhares espalhados pelos quatro cantos do País, mas a indústria fonográfica é cruel e apelativa, manipulando os ouvidos do “povão” e criando padrões sonoros cada vez mais plastificados e digeríveis para a população desavisada. E músico que ama sua música não quer se ver obrigado a cantar o bunda lê lê todo domingo no Gugu, mas sim mostrar sua arte, sensibilidade, revolta, o que quer que seja, quer ser sincero.
Muitos dizem que ainda há uma luz no fim do túnel, o mercado paralelo cresce a olhos vistos, bandas independentes, artistas verdadeiros unindo-se para derrubar a barreira imposta pelas major, internet, home studios, em resumo, o do it yourself hoje vale mais do que nunca: tem que se coçar, mas como o bom músico é fudido mesmo, o jeito é virar balconista de padoca!
Muitos dizem que ainda há uma luz no fim do túnel, o mercado paralelo cresce a olhos vistos, bandas independentes, artistas verdadeiros unindo-se para derrubar a barreira imposta pelas major, internet, home studios, em resumo, o do it yourself hoje vale mais do que nunca: tem que se coçar, mas como o bom músico é fudido mesmo, o jeito é virar balconista de padoca!

1 Comments:
adorei os seus textos eles saum bem produtivos te adoro bjs Amanda
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